quinta-feira, 2 de maio de 2013


Fluminense x Cruzeiro - Campeonato Brasileiro - Gum (Foto: Alexandre Loureiro)

O Emelec tem na força da torcida uma das principais armas para vencer o Fluminense esta noite, a partir das 22h30 (horário de Brasília), no Estádio George Capwell, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. O Tricolor também. Prova disso foi a chegada do time a Guayaquil, no Equador. Os jogadores vieram acompanhados por 90 torcedores, guerreiros fanáticos pelo time das Laranjeiras. O LANCE!Net transmite a partida em tempo real.
A torcida, que veio junto com o time, apoiando durante a viagem, promete mais nesta quinta-feira, no confronto contra os equatorianos. É uma razão a mais para o Flu entrar motivado. Dedicação não vai faltar. Nem exemplos.
O aposentado Ari Nunes, de 51 anos, é um deles. Morador de Brasília, não perde uma partida do Fluminense, seja no Rio ou fora do Brasil. Acompanhado da mulher Laís, ele chegou a Guayaquil na segunda-feira, com sua mala devidamente decorada com o escudo do clube, vestido com a camisa branca do Flu e otimista. Na terça, foi para o aeroporto receber a delegação. Passou mais de quatro horas esperando, sem desistir.
– Desde o ano passado, vou a todos os jogos. É uma paixão que começou ainda criança, quando decidi ser tricolor. Nunca me arrependi desta decisão – afirmou Ari Nunes.
Ari faz parte de um grupo de 50 torcedores chamado FluQuito. A ideia surgiu após se conhecerem na cidade equatoriana, em 2008, na final da Libertadores.
– Tem muitos brasileiros, mas também há argentinos e uruguaios nesta torcida. Para este jogo contra o Emelec, uns 13 devem vir – contou.
Em 2009, Ari estava presente no Couto Pereira para assistir àquela que considera a partida mais emocionante dos últimos tempos. Era a última rodada do Campeonato Brasileiro e o Flu precisava de um empate para permanecer na Série A. Após o jogo, uma batalha campal.
Nesta quinta, no George Capwell, o Fluminense precisará ser tão guerreiro quanto foi em 2009 ou em outros jogos também lembrados por Ari, como a vitória por 2 a 1 sobre o Boca Juniors (ARG), na Bombonera, ano passado. Apoio não faltará, como disse o vice-presidente de Relações Institucionais do clube, Alexey Dantas, que acompanhou o time.
– A energia foi muito positiva e os jogadores gostaram da presença dos torcedores no voo. O clima não poderia ser melhor – comentou.

O zagueiro Gum definiu com poucas palavras o que o Fluminense pretende esta noite em Guayaquil.
– O time está crescendo na hora certa e viemos aqui em busca de um bom resultado – disse.



A manhã foi agitada em frente ao Estádio George Capwell, palco da partida entre Emelec e Fluminense, pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Desde cedo, torcedores do time equatoriano passavam pelo local para comprar ingressos e acompanhar a movimentação das equipes de TV e rádio, que montavam seus equipamentos. A expectativa é que o estádio tenha a lotação máxima de 20 mil torcedores.
O otimismo é grande para mais uma vitória do Emelec em casa na competição. Na fase de grupos, os equatorianos venceram as três partidas que disputaram em Guayaquil.

- Aposto num placar de 3 a 0 para o Emelec. O Fluminense não resistirá à pressão que irá sofrer aqui - disse o estudante Miguel Alba, de 19 anos.
Ambulantes já começam a se organizar nas ruas próximas ao Estádio (FOTO: Sérgio Arêas)

Nas cercanias do George Capwell, os ambulantes montavam suas barracas de comida. Muitas camisas do Emelec já estavam espalhadas pelo chão ou em varais para serem vendidas aos fanáticos torcedores. Os preços variavam de US$ 6 (crianças) a US$ 15 (adultos). 


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